Dilma: “Que nos unamos e que confiem na condução deste processo”

pronunciamento_da_presidenta_dilma62340No seu primeiro pronunciamento à nação de 2015, neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, a presidenta Dilma Rousseff pediu unidade ao povo, pois o “Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários”, mas ressaltou que “esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento.

Dilma enfatizou que as medidas do ajuste fiscal adotado pelo governo são necessárias para dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda e reforçou o compromisso com os direitos dos trabalhadores.

“O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários – e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento. Queremos e sabemos como fazer isso, distribuindo os esforços de maneira justa e suportável para todos. Como sempre, protegendo de forma especial as classes trabalhadoras, as classes médias e os setores mais vulneráveis. Temos compromissos profundos com o futuro do país e vamos continuar cumprindo, de forma inabalável, estes compromissos”, defendeu Dilma Rousseff.

A presidenta comparou a necessidade do governo controlar seus gastos com a realidade cotidiana enfrentada por empresas, donas de casa e pais de família. “Começamos cortando os gastos do governo sem afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais. Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os direitos sagrados dos trabalhadores”, afirmou Dilma.

“Mais importante, no entanto, do que a duração destas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios. Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do emprego. Que devem ser permanentes na melhoria da saúde, da educação e da segurança pública. As medidas serão suportáveis porque além de sermos um governo que se preocupa com a população, temos hoje um povo mais forte do que nunca”, disse a presidenta.

Segundo Dilma, o processo de ajuste fiscal durará “o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia”.

“Como temos fundamentos sólidos e as dificuldades são conjunturais, esperamos uma primeira reação já no final do segundo semestre deste ano”, observou.

Confira a íntegra do pronunciamento:

Meus queridos brasileiros, e, muito especialmente, minhas queridas brasileiras :

Hoje é o Dia Internacional da Mulher.

Falar com vocês mulheres – minhas amigas e minhas iguais- é falar com o coração e a alma da nossa grande nação.

Ninguém melhor do que uma mãe, uma dona de casa, uma trabalhadora, uma empresária é capaz de sentir,
em profundidade, o momento que um país vive.

Mas todos sabemos que há um longo caminho entre sentir e entender plenamente.

É preciso, sempre, compartilharmos nossa visão dos fatos.

Os noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes.

Muitas vezes até nos confundem mais do que nos esclarecem.

As conversas em casa, e no trabalho, também precisam ser completadas por dados que nem sempre estão ao alcance de todas e de todos.

Por isso, eu peço que você – e sua família – me ouçam com atenção.

Tenho informações e reflexões importantes que se compartilhadas vão ajudá-los a entender melhor o momento que passamos.

E a renovar a fé e a esperança no Brasil!

É uma boa hora para que eu tenha uma conversa, mais calma e mais íntima, com cada família brasileira – e faça isso com a alma de uma mulher que ama seu povo, ama seu país
e ama sua família.

Vamos começar pelo mais importante: o Brasil passa por um momento diferente do que vivemos nos últimos anos.

Mas nem de longe está vivendo uma crise nas dimensões que dizem alguns.

Passamos por problemas conjunturais, mas nossos fundamentos continuam sólidos.

Muito diferente daquelas crises do passado que quebravam e paralisavam o país.

Nosso povo está protegido naquilo que é mais importante: sua capacidade de produzir, ganhar sua renda e de proteger sua família.

As dificuldades que existem – e as medidas que estamos tomando para superá-las – não irão comprometer as suas conquistas.

Tampouco irão fazer o Brasil parar ou comprometer nosso futuro.

A questão central é a seguinte: estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929.

E, nesta segunda etapa, estamos tendo que usar armas diferentes e mais duras daquelas que usamos no primeiro momento.

Como o mundo mudou, o Brasil mudou e as circunstâncias mudaram, tivemos, também, de mudar a forma de enfrentar os problemas.

As circunstâncias mudaram porque além de certos problemas terem se agravado – no Brasil e em grande
parte do mundo –, há ainda a coincidência de estarmos enfrentando a maior seca da nossa história, no Sudeste e no Nordeste.

Entre muitos efeitos graves, esta seca tem trazido aumentos temporários no custo da energia e de alguns alimentos.

Tudo isso, eu sei, traz reflexos na sua vida.

Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar.

Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira.

O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários – e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento.

Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país – e uma delas é você!

Queremos e sabemos como fazer isso, distribuindo os esforços de maneira justa e suportável para todos.

Como sempre, protegendo de forma especial as classes trabalhadoras, as classes médias e os setores mais vulneráveis.

Temos compromissos profundos com o futuro do país e vamos continuar cumprindo, de forma inabalável, estes compromissos.

Minhas amigas e meus amigos,

A crise afetou severamente grandes economias, como os Estados Unidos, a União Européia e o Japão.

Até mesmo a China, a economia mais dinâmica do planeta, reduziu seu crescimento à metade de suas médias históricas recentes.

Alguns países estão conseguindo se recuperar mais cedo.

O Brasil, que foi um dos países que melhor reagiu em um primeiro momento, está agora implantando as bases para enfrentar a crise e dar um novo salto no seu desenvolvimento.

Nos seis primeiros anos da crise, crescemos 19,9%, enquanto a economia dos países da zona do Euro,
caiu 1,7%.

Pela primeira vez na história, o Brasil ao enfrentar uma crise econômica internacional não sofreu uma quebra financeira e cambial.

O mais importante: enquanto nos outros países havia demissões em massa, nós aqui preservamos e aumentamos o emprego e o salário.

Se conseguimos essas vitórias antes, temos tudo para conseguir novas vitórias outra vez.

Inclusive, porque decidimos, corajosamente, mudar de método e buscar soluções mais adequadas ao atual momento.

Mesmo que isso signifique alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo.

Na tentativa correta de defender a população, o governo absorveu, até o ano passado, todos os efeitos negativos da crise. Ou seja: usou o seu orçamento para proteger integralmente o crescimento, o emprego e a renda das pessoas.

Realizamos elevadas reduções de impostos para estimular a economia e garantir empregos.

Ampliamos os investimentos públicos para dinamizar setores econômicos estratégicos.

Mas não havia como prever que a crise internacional duraria tanto. E, ainda por cima, seria acompanhada de uma grave crise climática.

Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos que dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade.

É por isso que estamos fazendo correções e ajustes na economia.

Não é a primeira vez que o Brasil passa por isso.

Em 2003, no início do governo Lula, tivemos que tomar medidas corretivas.

Depois tudo se normalizou e o Brasil cresceu como poucas vezes na história.

São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda, de modo mais seguro, mais rápido e mais sustentável.

Você que é dona de casa ou pai de família sabe disso.

As vezes temos de controlar mais os gastos para evitar que o nosso orçamento saia do controle.

Para garantir melhor nosso futuro.

Isso faz parte do dia a dia das famílias e das empresas. E de países também.

Mas estamos fazendo de forma realista e da maneira mais justa, transparente e equilibrada possível.

As medidas estão sendo aplicadas de forma que as pessoas, as empresas e a economia as suportem.

Como é preciso ter equidade, cada um tem que fazer a sua parte. Mas de acordo com as suas condições.

Foi por isso, que começamos cortando os gastos do governo, sem afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais.

Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os direitos sagrados dos trabalhadores.

E estamos implantando medidas que reduzem, parcialmente, os subsídios no crédito e também as desonerações nos impostos, dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo.

Estamos fazendo tudo com equilíbrio, de forma que tenhamos o máximo possível de correção com o mínimo possível de sacrifício.

Este processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia.

Como temos fundamentos sólidos e as dificuldades são conjunturais, esperamos uma primeira reação já no final do segundo semestre deste ano.

Mais importante, no entanto, do que a duração destas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios.

Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do emprego.

Que devem ser permanentes na melhoria da saúde, da educação e da segurança pública.

As medidas serão suportáveis porque além de sermos um governo que se preocupa com a população, temos hoje um povo mais forte do que nunca.

O Brasil tem hoje mais qualificação profissional, mais infraestrutura, mais oportunidades de estudar e mais empreendedores.

Somos a 7a. economia do mundo.

Temos 371 bilhões de dólares de reservas internacionais.

36 milhões de pessoas saíram da miséria e 44 milhões foram para a classe media.

Quase dez milhões de brasileiras e brasileiros são hoje micro e pequenos empreendedores.

E continuamos com os melhores níveis de emprego e salário da nossa história.

Minhas amigas e meus amigos,

O que tenho de mais importante a garantir, hoje, vou resumir agora.

Primeiro: o esforço fiscal não é um fim em si mesmo. É apenas a travessia para um tempo melhor, que vai chegar rápido e de forma ainda mais duradoura.

Segundo: não vamos trair nossos compromissos com
os trabalhadores e com a classe média, nem deixar que desapareçam suas conquistas e seus direitos.

Terceiro: não estamos tomando estas medidas para voltarmos a ser iguais ao que já fomos. Mas, sim, para sermos muito melhores.

Quarto: durante o tempo que elas durarem, o país não vai parar. Ao contrário, vamos continuar trabalhando, produzindo, investindo e melhorando.

As coisas vão continuar acontecendo.

Junto com as novas medidas estamos mantendo e melhorando os nossos programas. Entregando grandes obras.

Nossas rodovias e ferrovias, nossos portos e aeroportos continuarão sendo melhorados e ampliados.

Para isso, vamos fazer, ainda este ano, novas concessões e firmar novas parcerias com o setor privado.

Incluímos – e vamos continuar incluindo – milhões e milhões de brasileiros.

Mas agora a inclusão tem que se dar, sobretudo, pelo acesso a melhores oportunidades e a serviços públicos de maior qualidade.

Este esforço tem que ser visto como mais um tijolo, no grande processo de construção do novo Brasil.

Esta construção não é só física, mas também espiritual.

De fortalecimento moral e ético.

Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos.

É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras.

Minhas amigas mulheres homenageadas neste dia: por último, quero anunciar um novo passo no fortalecimento da justiça, em favor de nós, mulheres brasileiras.

Vou sancionar, amanhã, a Lei do Feminicídio que transforma em crime hediondo, o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero.

Com isso, este odioso crime terá penas bem mais duras.

Esta medida faz parte da política de tolerância zero em relação à violência contra a mulher brasileira.

Brasileiros e brasileiras,

é assim, com medidas concretas e corajosas, em todas as áreas, que vamos, juntos, melhorar o Brasil.

É uma tarefa conjunta de toda sociedade, mulheres e homens.

Tenho certeza que contará com a participação decisiva do Congresso Nacional, que sempre cumpriu com seu papel histórico nos momentos em que o Brasil precisou.

Temos que encarar as dificuldades em sua real dimensão e encontrar o melhor caminho de resolvê-las.

Pois, se toda vez que enfrentarmos uma dificuldade pensarmos que o mundo está acabando – ou que precisamos começar tudo do zero – só faremos aumentar nossos problemas.

Precisamos transformar dificuldades em soluções.

Problemas temporários em avanços permanentes.

O Brasil é maior do que tudo isso e já mostrou muitas vezes ao mundo como fazer melhor e diferente.

Mais que nunca é hora de acreditar em nosso futuro.

De sonhar. De ter fé e esperança.

Viva a mulher brasileira!

Viva o povo brasileiro.

Viva o brasil!

Obrigada e boa noite”

Fonte: Blog do Planalto

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Nações Unidas condenam execução de brasileiro na Indonésia

Agência Estado

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) apela para que a Indonésia suspenda as execuções de pessoas condenadas por tráfico de drogas, critica a morte do brasileiro Marco Archer e alerta que “a pena capital não funciona contra o contrabando”. O recado foi emitido em Genebra pela porta-voz de direitos humanos da ONU, Ravina Shamdasani, que quer que uma moratória seja instaurada.

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira foi executado no fim de semana pelo governo de Jacarta e outro brasileiro, Rodrigo Muxfeldt Gularte, pode seguir o mesmo caminho depois de ter sido condenado também por tráfico de drogas.

“A pena capital não funciona para parar ofensas relacionadas a drogas”, disse Ravina. “O Conselho Internacional de Narcóticos incentiva países que ainda tem essas leis que acabem com a punição”, explicou. “Isso deve deixar as coisas esclarecidas”, insistiu.

“Estamos preocupados com o contínuo uso da pena de morte para casos de crimes relacionados às drogas”, afirmou, citando as seis pessoas executadas no sábado, 17, na Indonésia. “Outras 60 pessoas aguardam no corredor da morte”, indicou.

A ONU também mandou um recado ao presidente da Indonésia, Joko Widodo, que indicou que rejeitaria qualquer pedido de clemência. “Estamos preocupados”, insistiu a entidade, pedindo que os processos legais sejam transparentes e que recursos sejam permitidos.

Ravina apontou que a Indonésia ratificou tratados internacionais que indicam que “qualquer pessoa condenada à morte deve ter o direito a buscar perdão ou substituição da sentença”. Isso estaria previsto na Convenção Internacional de Direitos Políticos e Civis.

Em sua declaração, a ONU ainda apela para que novas execuções sejam suspensas. “Pedimos às autoridades indonésias que reinstalem uma moratória sobre a pena de morte e que façam uma revisão completa sobre todos os pedidos de perdão para que as penas sejam substituídas”, indicou Ravina.

No Sudeste Asiático, a pena capital por tráfico é previsto nas leis da Indonésia, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã. Neste último país, oito pessoas foram condenadas nesta terça-feira, 20 e a ONU renovou seu pedido para que as execuções não ocorram e que o Vietnã “considere eliminar” a pena de morte para crimes relacionados às drogas.

Brunei, Laos e Mianmar também têm leis parecidas. Mas não as aplicam desde 1988.

Para a ONU, a jurisprudência internacional abre espaço para a pena de morte apenas em casos de assassinatos. “Ofensas relacionadas a drogas, crimes econômicos, crimes políticos, adultério e ofensas relacionadas com relações entre pessoas do mesmo sexo não podem ser consideradas na categoria de crimes mais sérios.”

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Paulo Câmara não cumpriu agenda nessa segunda (19), mas viu protesto de concursados da Polícia na sua porta

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O governador Paulo Câmara não cumpriu agenda pública hoje, mas teve protesto na sua porta.

Os aprovados no concurso da Polícia em 2009 reocuparam nesta segunda-feira (19) a frente do Palácio do Campo das Princesas.

Eles, que já tinham ido ao local no dia da posse de Câmara, pedem que o governador convoque os mais de oito mil aprovados, cujo prazo termina em fevereiro.

Querem também que Paulo Câmara repense a medida que determina prazo de idade para inscrição nos concursos.

O problema é que o governo pretende fixar em 28 anos a idade mínima para inscrição em concurso para as Polícias, fato que excluirá gente que ainda pretende seguir a carreira.

Há concursados que já ultrapassam esta faixa etária e, caso não sejam chamados agora, não poderão mais sonhar em ser policial.

Após o ato na porta do Palácio, os aprovados fizeram manifestação em frente à sede da Secretaria de Defesa Social, na Rua São Geraldo, em Santo  Amaro.

Numa das faixas eles afirmam que “se Eduardo Campos fosse vivo não seríamos excluídos”.

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Criança vítima de bala perdida no Rio está em estado gravíssimo

Do G1 Rio

 

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O estado de saúde do menino Asafe William Costa de Ibrahim, de 9 anos, baleado no domingo (18) no Subúrbio do Rio, piorou nesta terça-feira (20). Segundo a direção do  Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, na Baixada Fluminense, o estado de saúde da criança é considerado gravíssimo.Asafe foi atingido quando estava com a mãe na área de lazer do Sesi de Honório Gurgel.

Segundo a mãe, Asafe havia saído para beber água quando ouviram barulhos de tiro e começou uma correria no clube. “Quando vi, meu filho estava caído perto da portaria. Em um primeiro momento pensei que tivesse sido um tombo, mas no hospital disseram que era uma bala na cabeça”, contou a dona de casa Diná Costa de Paula Ibraim, 38 anos.

Segundo a mãe, os tiroteios são frequentes naquela região, que é cercada por comunidades como o Morro do Chapadão, Pedreira e Palmeirinha. “A gente que vive em comunidade vê vários confrontos. Espero que as autoridades investiguem para ver realmente o que aconteceu. Deve ter alguma câmera ali. Mas me indignou o fato de meu filho não receber nenhum socorro do Sesi. Não tinham ambulância, enfermeiro, ninguém para prestar socorro. Peguei meu filho, colocamos dentro do carro e levamos para o hospital”, afirmou a mãe.

Em nota, a assessoria de imprensa do Sesi informou que dois profissionais prestaram os primeiros socorros ao menino enquanto foi solicitado o atendimento de uma ambulância do Samu. “O protocolo de atendimento recomendado pelo médico da Samu foi seguido. Os pais da criança preferiram não esperar a chegada do socorro médico e levaram o menino para o hospital mais próximo. O Sesi já entrou em contato com a família e continua à disposição para qualquer necessidade”.

O menino foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde recebeu os primeiros atendimentos e foi transferido para o Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Asafe está com a bala alojada na cabeça perto do olho direito e realizou um procedimento para limpar o local do ferimento. De acordo com a mãe, a cirurgia para a retirada da bala deve ser feita daqui a três dias.

Apesar do ferimento, a criança ficou lúcida durante todo o trajeto do Sesi até o hospital. “Conversei com ele o tempo todo. Ele sabe que se machucou, apenas isso. Agora ele precisou ser sedado porque teve uma convulsão e os médicos acharam melhor sedá-lo”, afirmou Diná.

Menina de 4 anos morreu em Bangu
No sábado (17), a menina Larissa de Carvalho, de 4 anos, foi atingida por uma bala perdida na cabeça quando saía de um restaurante em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

A família andava com a criança na esquina das Ruas Boiobi e Rio da Prata  quando ouviu um disparo. Logo em seguida, a criança foi atingida de cima para baixo pela bala perdida. A criança chegou a ser levada para o Hospital Pedro II, mas não resistiu. A família decidiu doar os órgãos da menina.

A Divisão de Homicídio da Polícia Civil investiga de onde partiu o tiro que atingiu a criança. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como “lesão corporal provocada por projétil de arma de fogo” na 34ª DP (Bangu).

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Marília Gabriela anuncia aposentadoria da TV aberta e deixa o SBT

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Uma das maiores entrevistadoras do país, Marília Gabriela reuniu a imprensa nesta terça-feira (20) para um anúncio bombástico. A apresentadora se aposentará da TV aberta e dará um fim a seu programa no SBT. A partir de agora, Gabi segue apenas com sua atração no GNT. As razões alegadas para tanto são o cansaço e a vontade de viajar e estudar. Além disso, Gabi se dedica ao teatro, escreverá dois livros e está envolvida com um projeto de minissérie para a TV a cabo. Com a decisão, a jornalista deixa a emissora de Silvio Santos.

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PM morto em rebelião é velado no Cemitério Parque das Flores, Recife

Do G1 PE

 

O corpo do sargento Carlos Silveira do Carmo, 44 anos, morto durante rebelião no antigo Aníbal Bruno, está sendo velado, na manhã desta terça (20), no Cemitério Parque das Flores, bairro do Sancho, Zona Oeste da capital. Ele trabalhava no Batalhão de Guarda do Complexo Prisional do Curado e morreu na segunda (19) após ser atingido por um tiro. O sepultamento está previsto para as 16h.

No cemitério, a movimentação é tranquila. Amigos e parentes prestam as últimas homenagens aos sargento. De acordo com os familiares, o governador Paulo Câmara e os comandantes da Polícia Militar estiveram no local logo no início da manhã desta terça (20).

Conforme a assessoria da Polícia Militar, o sargento foi morto “durante inspeção na guarita central que liga as três unidades daquele complexo prisional, onde ocorreu um tumulto generalizado em duas unidades”. O PM ainda chegou a ser socorrido para o Hospital Otávio de Freitas, mas não resistiu aos ferimentos. A corporação decretou luto oficial por três dias. Ele estava há 24 anos na corporação e deixa duas filhas.

Também através de nota, a chefia da Polícia Civil de Pernambuco informou que designou o delegado João Paulo Andrade, da 4ª Delegacia de Homicídio, para apurar a morte do sargento.

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Um dia após rebelião no Aníbal, detentos da Barreto Campelo protestam e também pedem agilidade no julgamento de processos

Do JC Online

 

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Um dia após a rebelião que deixou o saldo de duas pessoas mortas, sendo um sargento da Polícia Militar e um detento, no Complexo Prisional do Curado (antigo Aníbal Bruno), Zona Oeste do Recife, detentos da Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, no Grande Recife, protestam de forma pacífica na manhã desta terça-feira (20). O motivo da movimentação é o mesmo dos detentos do Curado: a agilidade de julgamento dos processos. Segundo os presos, o judiciário está demorando demais para realizar os julgamentos, o que deixa o presídio cada vez mais lotado e os detentos, revoltados.

O Batalhão de Choque foi acionado para o protesto da Barreto Campelo. Os detentos subiram nos telhados e exibem faixas e cartazes pedindo que a justiça seja mais ágil e julgue os processos. Não houve violência e o protesto ocorre de forma pacífica.

O protesto acontece após um dia de tensão no Complexo Prisional do Curado, no bairro do Sancho, Zona Oeste do Recife. Na segunda-feira (19), uma rebelião pedindo rapidez na resolução de medidas judiciais deixou duas pessoas mortas, entre elas um sargento da Polícia Militar, e 29 feridos. Já na manhã desta terça o clima voltou a ficar tenso no Aníbal. Os presos voltaram a subir nos telhados e tiros foram disparados. O Batalhão de Choque voltou a ser acionado para o local.

A confusão do Curado começou no início da tarde. Após uma manhã de protesto, os detentos do Curado atacaram os policiais com pedras, que reagiram com tiros e bombas de efeito moral. O Batalhão de Choque entrou na unidade penitenciária para conter o tumulto. Na rebelião, o sargento Carlos Silveira do Carmo, de 44 anos, foi baleado e levado para o Hospital Otávio de Freitas, mas não resistiu aos ferimentos. O detento Edvaldo Barros da Silva Filho, de 34 anos, também morreu no motim.

CRISE - Uma rebelião foi deflagrada na véspera de Natal e foi descoberto um túnel que serviria para a fuga dos detentos. Já nos primeiros dias de janeiro, o então secretário de Ressocialização, Humberto Inojosa, renunciou após quatro meses e uma semana no cargo. Em seu lugar, assumiu o coronel da PM, Eden Vespaziano. Na ocasião da posse, o  secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, anunciou um pacote de medidas para melhorar a situação dos presídios de Pernambuco. A maior promessa foi acabar com a circulação de armas brancas e celulares nas unidades prisionais. No último dia 7, o Batalhão de Choque fez uma varredura nas três unidades do complexo e encontrou cerca de 40 armas e celulares.

O sistema prisional do Estado é  proporcionalmente o mais superlotado do Brasil, com déficit de agentes penitenciários e policiais militares para a segurança e monitoramento. Existem hoje cerca de 31 mil detentos onde caberiam 10 mil.

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Rebelião deixa dois mortos e 29 detentos feridos no Complexo do Curado

Por Site Da TV Jornal

 

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Um sargento e um detento morreram durante confronto entre a Polícia Militar (PM) e os reeducandos das unidades prisionais que formam o Complexo Prisional do Curado, o antigo Presídio Professor Aníbal Bruno, Zona Oeste do Recife. O oficial Carlos Silveira do Carmo, 44 anos, foi baleado na cabeça e ainda chegou a ser atendido no Hospital Otávio de Freitas, mas não resistiu aos ferimentos. O preso Edivaldo Barros da Silva Filho, 34, morreu no local durante a rebelião, que também deixou outros 29 feridos na tarde desta segunda (19). Os corpos foram recolhidos pelo Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Ressocialização, os detentos iniciaram um movimento para reivindicar uma maior celeridade no julgamento dos processos. A superlotação também seria um dos motivos da revolta. O espaço tem capacidade para 1.446 presidiários, mas atualmente abriga mais de seis mil. Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) lamentou a morte do sargento e decretou luto oficial de três dias. Carlos Silveira era casado, tinha três filhos e trabalhava na corporação há 24 anos. Ele foi atingido quando fazia a inspeção na guarita central, que liga as três unidades do complexo prisional.

Muitos presos permaneceram em cima dos pavilhões, com faixas denunciando a lentidão no julgamento dos processos. Eles pediam também a saída do juiz da 1ª Vara de Execuções Penais, Luiz Rocha. Uma mulher, que preferiu não se identificar, visita os irmãos no complexo prisional e disse que eles precisam comprar um espaço na cela para dormir. O preço do “barraco” não custa menos de R$ 2 mil.

Familiares dos presos estiveram no complexo prisional durante toda a tarde e noite, bastante emocionados e aflitos. Eles se aglomeravam em frente ao Presídio Marcelo Francisco de Araújo. Policiais do Batalhão de Choque, a equipe da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPcães) e ambulâncias do Corpo de Bombeiros entraram no local para controlar a rebelião. Um helicóptero da Secretaria de Defesa Social (SDS) também foi utilizado para dar suporte ao efetivo. Imagens feitas por celular mostraram vários reeducandos feridos nos pavilhões da unidade.

Durante a madrugada, o clima ainda era de tensão em frente ao Complexo Prisional do Curado. Parentes de detentos faziam plantão em frente aos presídios, acompanhando com apreensão as ambulâncias que saíam com alguns presos possivelmente feridos. Viaturas do Sistema Penitenciário chegavam e saíam das unidades. Uma mulher desmaiou enquanto aguardava notícias do filho. Imagens registradas no alto de residências mostraram a movimentação nos reeducandos no pátio do Presídio Frei Damião de Bozzano.

Alguns presos foram flagrados se drogando e, apesar da revista que apreendeu centenas de armas brancas recentemente, vários detentos foram flagrados com facas do tipo peixeira, facões e foices. Segundo uma dona de casa, que mora próximo ao complexo, os próprios policiais são os responsáveis pela venda dos artefatos para os reeducandos. De acordo com ela, as facas custam R$ 100 e bebidas alcóolicas são comercializadas por R$ 300. A equipe da TV Jornal também flagrou muitos presos com celulares. Eles queriam falar com alguma autoridade.

O juiz Luiz Rocha, titular da 1ª Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), concedeu uma entrevista coletiva à empresa. Segundo Rocha, o planejamento para a celeridade dos processos já estava previsto desde o ano passado. Inclusive, de acordo com ele, os presos estiveram no pátio durante um diálogo extenso. O juiz também prometeu ir até o Complexo Prisional do Curado para uma nova conversa com os detentos, mas isso acontecerá apenas quando os ânimos acalmarem.

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado informou que está investindo em revistas periódicas para evitar o comércio de armas e bebidas dentro dos presídios do complexo. A secretaria também garantiu que irá investigar todas as denúncias feitas e pede que parentes de detentos denunciem as irregularidades na ouvidoria, pelo telefone 0800-081-4421.

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Prova de residência da Secretaria Estadual de Saúde pode ter sido fraudada

A prova de residência da Secretaria Estadual de Saúde realizada neste domingo (18) pode ter sido fraudada. A suspeita é que tanto a prova quanto o gabarito tenham sido acessados por candidatos antes do dia do concurso, por causa de uma falha no site da UPE Net, responsável pela seleção.

Para os candidatos que tentam acessar o gabarito da prova através do site da UPE Net a informação é que o arquivo ainda não está disponível. Pelo WhatsApp, no entanto, as respostas das questões estão sendo compartilhadas desde as 14h do domingo. Um homem, que não foi identificado, compartilhou um vídeo onde aparece mexendo no sistema interno do site e mostra que os arquivos já estavam postados cinco dias antes da realização da prova.

O estudante Luciano Moreira, 30, fez a prova no último domingo e se diz revoltado com a situação. “Não entendo muito de computador, mas me sinto lesado quando vejo que alguém, que tenha esse conhecimento, pode ter acessado a prova e tido vantagem no concurso”, explica.

Moreira procurou o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), que se comprometeram em apurar as denúncias. A UPE também garante que irá checar se houve falha.

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Batalhão de Choque é acionado para conter tumulto no Complexo Prisional do Curado

Do JC Online

 

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O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado na manhã desta segunda-feira (19) para conter um tumulto em um dos pavilhões do Complexo Prisional do Curado, antigo Aníbal Bruno, no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife. Os detentos atearam fogo em colchões e o Corpo de Bombeiros também foi acionado

Ainda não há informações sobre o motivo da rebelião.

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